Venezuela liberta mais presos políticos: sinais de mudança democrática
A Venezuela continua a libertar presos políticos, com mais 17 pessoas a recuperarem a liberdade, segundo anunciou Alfredo Romero, presidente do Foro Penal. Esta nova vaga de libertações reforça os sinais de uma possível abertura política no país sul-americano.
Processo de libertação ganha momentum
O Foro Penal, organização que lidera a defesa jurídica dos presos políticos, contabiliza já 350 libertações desde o início de janeiro. O processo intensificou-se após o anúncio de um "novo momento político" pelas autoridades venezuelanas.
Segundo dados atualizados até 2 de fevereiro, permanecem detidos 687 presos políticos na Venezuela, dos quais 600 homens e 87 mulheres. Deste total, 505 são civis e 182 militares.
Jornalista recupera liberdade após 11 meses
Entre os libertados encontra-se o jornalista Rory Branker, editor do portal La Patilla, que esteve detido durante 11 meses. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa da Venezuela confirmou a sua libertação, reduzindo para cinco o número de jornalistas ainda detidos.
Portugal celebra libertação de cidadãos lusos
O governo português saudou a libertação do luso-venezuelano Jaime Reis Macedo, detido desde julho de 2025. O Ministério dos Negócios Estrangeiros reafirmou o "compromisso diplomático pela liberdade de todos os presos políticos".
Anteriormente, foram já libertados o médico Pedro Javier Rodriguez e Carla Rosaura da Silva Marrero, esta última condenada a 21 anos de prisão por "conspiração".
Lei de amnistia em preparação
A presidente interina Delcy Rodríguez propôs uma lei de amnistia para libertar presos políticos detidos desde 1999. A proposta aguarda aprovação parlamentar, podendo representar um marco na democratização do país.
Este processo de libertações surge num contexto de mudanças políticas significativas na Venezuela, sinalizando uma possível abertura democrática que poderá beneficiar toda a região.