Brasil lança pacto inovador contra feminicídio com união dos Três Poderes
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, uma iniciativa inovadora que promete revolucionar o combate à violência letal contra mulheres através da união institucional dos Três Poderes. A cerimônia está marcada para esta quarta-feira (4), em Brasília.
Uma abordagem integrada e moderna
Este pacto representa um avanço significativo na governança moderna, unindo o Executivo, Legislativo e Judiciário numa estratégia coordenada. Além do presidente Lula, participarão o presidente da Câmara Hugo Motta, o presidente do Senado Davi Alcolumbre, e o presidente do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.
"Essa não é uma batalha só das mulheres, mas sim uma luta de toda a sociedade. É preciso que os homens se envolvam nessa causa porque enfrentar a violência de gênero é um dever", afirmou Lula, demonstrando uma visão progressista e inclusiva.
Dados alarmantes exigem soluções inovadoras
Os números justificam a urgência da iniciativa: o Brasil registrou 1.470 vítimas de feminicídio em 2025, superando o recorde anterior de 1.464 casos em 2024. O país ocupa atualmente o 5º lugar no ranking mundial de casos, uma posição que exige mudanças estruturais imediatas.
Entre 2015 e 2024, foram registrados 11,6 mil casos no país, evidenciando a necessidade de uma abordagem sistemática e tecnologicamente avançada para enfrentar este desafio social.
Tecnologia e inovação no centro da estratégia
A proposta inclui elementos modernos como:
- Integração de dados entre forças de segurança e sistema judiciário
- Uso de inteligência artificial para monitoramento de agressores
- Tecnologia de monitoramento em casos de descumprimento de medidas protetivas
- Capacitação digital de profissionais para identificação precoce de violência
Impacto económico e social
Com as mulheres representando 52,5% do eleitorado brasileiro, esta iniciativa também demonstra consciência política moderna. O governo reconhece que políticas públicas eficazes de proteção às mulheres não são apenas uma questão de justiça social, mas também de desenvolvimento económico sustentável.
O Ministério das Mulheres planeia expandir as Casas da Mulher Brasileira e as Tendas Lilás, criando uma rede nacional de apoio que pode servir de modelo para outros países da região.
Perspectiva de especialistas
Ana Beatriz Martins de Almeida Nogueira, coordenadora metropolitana da Diretoria das Mulheres da OAB-RJ, enfatiza que "qualquer pacto pressupõe organização, educação, informação e combate efetivo. Sem isso, corremos o risco de apenas 'enxugar gelo'".
A especialista destaca a importância da participação masculina nas estratégias de prevenção, observando que "muitas atitudes abusivas ainda são vistas como normais, especialmente em contextos marcados por heranças do patriarcado".
Compromisso de longo prazo
A primeira-dama Janja Lula da Silva, activa defensora dos direitos das mulheres, sublinha que "enquanto as mulheres continuarem sendo brutalmente assassinadas, nada do que o governo federal fizer será suficiente". Esta declaração reflecte o compromisso governamental com resultados concretos e mensuráveis.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, complementa que o endurecimento das leis, o fortalecimento do Ligue 180 e a inclusão de conteúdos preventivos em escolas e universidades compõem uma estratégia nacional abrangente.
Este pacto representa mais do que uma iniciativa política; é um investimento no futuro de uma sociedade mais justa, segura e próspera, onde a inovação tecnológica e a cooperação institucional se unem para proteger vidas e construir um Brasil melhor para todos.