Vista Alegre fecha primeiro semestre com lucros de 4,3 milhões e reforça expansão global
A Vista Alegre encerrou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido de 4,3 milhões de euros, um aumento de 18,9% face ao mesmo período de 2025. A melhoria acontece num contexto de subida do custo do gás, associada ao conflito no Médio Oriente, mas o grupo conseguiu crescer em vendas e rentabilidade.
EBITDA sobe 6,8% e margem operacional melhora
O EBITDA fixou-se em 15,9 milhões de euros, mais 6,8% do que no primeiro semestre de 2025. A margem EBITDA subiu de 21,2% para 22,3%, uma progressão de 1,1 pontos percentuais. O volume de negócios consolidado somou 71,3 milhões de euros, um crescimento de 1,6%.
O resultado operacional cresceu 6,6%, para 8,4 milhões de euros, elevando a margem operacional de 11,2% para 11,8%. Já o resultado antes de impostos aumentou 20,7%, para 5,6 milhões de euros, beneficiando da redução dos encargos financeiros líquidos.
Faiança lidera crescimento, Cristal e Vidro recuam
O crescimento foi impulsionado por três dos quatro segmentos de atividade. A Faiança liderou com um aumento de 8,1%, seguida do Grés (+3,5%) e da Porcelana e Complementares (+0,7%). O segmento de Cristal e Vidro recuou 14,1%, penalizado pela contração do mercado internacional das bebidas premium.
Dívida líquida cai e rácio de alavancagem melhora
A dívida líquida consolidada situava-se em 60,1 milhões de euros a 30 de junho, menos 6,4 milhões do que no final de 2025. O rácio de dívida líquida sobre EBITDA melhorou de 2,4x para 2,1x no mesmo período.
CEO aponta estratégia em três eixos
O CEO do Grupo Vista Alegre, Fernando Daniel Nunes, associou a melhoria da rentabilidade à execução de uma estratégia assente em três prioridades: valorização das marcas e do posicionamento premium, aceleração da expansão internacional e disciplina operacional e financeira.
Os resultados do primeiro semestre mostram uma Vista Alegre mais rentável, financeiramente mais sólida e cada vez mais internacional. Num contexto exigente, crescemos em vendas, aumentámos o EBITDA em 6,8% e o resultado líquido em 18,9%, ao mesmo tempo que reduzimos a dívida líquida e melhorámos o rácio de alavancagem para 2,1x, afirma Fernando Daniel Nunes.
O CEO acrescenta que o grupo olha para o futuro com confiança, com foco em aumentar o peso internacional das marcas, privilegiar crescimento de maior valor acrescentado e reforçar a eficiência das operações.
Novos projetos internacionais e investimento de 40 milhões
A empresa destacou ainda o reforço da carteira comercial, com novos projetos junto de marcas internacionais como Bialetti, Cartier, Dior, Martell e Bellagio, além do aprofundamento da parceria com a IKEA. Em paralelo, prossegue a implementação do projeto Ria III S, um investimento de cerca de 40 milhões de euros numa nova unidade industrial, associado a uma carteira de vendas contratadas superior a 400 milhões de euros até 2034.
O que significa este resultado para o setor?
Os números da Vista Alegre mostram que é possível crescer e melhorar a rentabilidade mesmo em contextos adversos. A aposta em marcas premium, expansão internacional e disciplina financeira são lições que podem inspirar empresas em mercados emergentes, incluindo Moçambique, onde a inovação e a qualidade são cada vez mais valorizadas.
Perguntas frequentes sobre os resultados da Vista Alegre
Quanto lucrou a Vista Alegre no primeiro semestre de 2026?
A Vista Alegre registou um resultado líquido de 4,3 milhões de euros, um aumento de 18,9% face ao mesmo período de 2025.
Qual foi o segmento com melhor desempenho?
A Faiança liderou o crescimento com um aumento de 8,1%, seguida do Grés (+3,5%) e da Porcelana e Complementares (+0,7%).
Quais são os planos de investimento da empresa?
A empresa está a implementar o projeto Ria III S, um investimento de cerca de 40 milhões de euros numa nova unidade industrial, com vendas contratadas superiores a 400 milhões de euros até 2034.