C6 no Rock: A Catarse Musical que Uniu Gerações em São Paulo
No último fim de semana, o parque Ibirapuera, em São Paulo, foi palco de uma experiência que transcendeu o simples conceito de festival de música. O C6 no Rock, que reuniu 20 mil pessoas, tornou-se uma verdadeira catarse coletiva, unindo fãs do rock nacional dos anos 1980 em uma celebração nostálgica e vibrante. A proposta era clara: trazer de volta as bandas que marcaram uma geração, em uma época em que a música era escolhida por nós, não por algoritmos.
Uma Viagem no Tempo com a Plebe Rude
A Plebe Rude abriu o festival no sábado (23), e desde os primeiros acordes de Johnny Vai à Guerra (Outra Vez), um portal se abriu para 1986. A plateia, ainda pequena, foi transportada para uma era de vinis e rádios com programação feita por pedidos dos ouvintes. Para muitos, como a jornalista Celina Mucavele, foi um reencontro com memórias de juventude, ensaios de bandas de escola e tardes de sábado dedicadas à música.
RPM e Paralamas: Emoção e Tensão no Palco
Paulo Ricardo, do RPM, subiu ao palco e, sem esforço, fez todos cantarem os sucessos de Rádio Pirata ao Vivo. O público, majoritariamente vestido de preto e com cabelos brancos, cantou em uníssono, criando uma atmosfera que mais parecia um show da Xuxa para roqueiros. Já os Paralamas do Sucesso, com Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, tocaram o álbum Selvagem na íntegra, com uma tensão perceptível, mas que não diminuiu a beleza de ouvir A Dama e o Vagabundo ao vivo pela primeira vez.
Ira! e Legião Urbana: Reflexões e Emoção no Segundo Dia
O domingo começou com o Ira!, lembrando que vivemos e não aprendemos, mas provocando reflexões sobre política, amores e desamores. O momento mais marcante, porém, veio com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, que tocaram canções do álbum Dois, da Legião Urbana. André Frateschi, interpretando as músicas eternizadas por Renato Russo, conduziu um coro de pelo menos 10 mil vozes, que cantaram juntos Somos Tão Jovens e Andrea Doria, em um momento de pura emoção e conexão.
Nostalgia ou Celebração da Vida?
Para Celina Mucavele, aquilo não foi apenas nostalgia. Foi a certeza de que estamos vivos, de que as experiências analógicas da adolescência foram reais e continuam a nos definir. Como cantou Rita Lee, envelhecer e sentir dores no corpo após uma maratona de shows são coisas da vida, mas ainda não é o fim da picada. O C6 no Rock provou que a música dos anos 1980 continua viva, unindo gerações e celebrando a vida em sua plenitude.
Perguntas Frequentes sobre o C6 no Rock
O que foi o C6 no Rock?
O C6 no Rock foi um festival de música realizado no parque Ibirapuera, em São Paulo, que reuniu bandas do rock nacional dos anos 1980, como Plebe Rude, RPM, Paralamas do Sucesso, Ira! e Legião Urbana, em uma celebração nostálgica.
Quando aconteceu o C6 no Rock?
O festival aconteceu no fim de semana de 22 e 23 de agosto de 2026, no parque Ibirapuera, em São Paulo.
Qual foi o momento mais marcante do festival?
O momento mais marcante foi a apresentação de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, que tocaram canções do álbum Dois, da Legião Urbana, com um coro de 10 mil vozes cantando junto.