Segurança Pública É a Chave para Atrair Negócios
A segurança pública é o fator decisivo para o desenvolvimento económico e a atração de investimentos. Um encontro do Conselho Empresarial Firjan Centro-Sul, em Três Rios no Brasil, revelou que a criminalidade custa ao estado do Rio de Janeiro mais de 500 mil milhões de reais por ano. A colaboração entre forças de segurança e empresários mostra um caminho promissor para proteger negócios, inovar no combate ao crime e criar empregos formais.
Qual o impacto da segurança no desenvolvimento económico?
O vice-presidente regional da Firjan, Waldir dos Santos Junior, foi claro ao enfatizar a necessidade de melhorar o ambiente de negócios. Nenhuma região alcança o seu pleno potencial sem um ambiente seguro para viver, empreender e investir. A segurança não é apenas uma demanda social, mas uma alavanca estratégica para a manutenção e atração de capital.
Samuel Rivero, especialista em Segurança Pública da Firjan, apresentou dados do estudo Rio de Futuro. A ilegalidade e a informalidade custam ao estado mais de 500 mil milhões de reais anuais e eliminam mais de 300 mil empregos formais. Dois em cada três empresários fluminenses consideram a segurança pública essencial para tomar decisões de investimento.
Como o perfil do crime está a mudar?
Os dados da região Centro-Sul, entre 2015 e 2025, mostram uma transformação importante. Os roubos de rua e de carga caíram significativamente. Em Três Rios, os roubos de carga passaram de 16 ocorrências em 2015 para apenas duas em 2025. No entanto, os golpes virtuais e o estelionato explodiram a partir de 2020, exigindo inovação e tecnologia na prevenção.
Por outro lado, a letalidade violenta subiu desde 2024, na contramão da média estadual. Três Rios registou 30 e 31 casos nos últimos dois anos, contra apenas 10 em 2015. Paty do Alferes somou 25 registos nos últimos três anos. As extorsões também aumentaram de 16 para 33 ocorrências no período.
Como funciona a atuação integrada das forças de segurança?
O comandante do 7º CPA, Cel PM Ronaldo Martins Gomes da Silva, explicou que o interior exige uma abordagem diferente da capital. O maior desafio não são os roubos, mas a letalidade violenta, frequentemente ligada a conflitos de facções. O coronel destacou que a Região Serrana tem os menores números de roubo do estado e estabeleceu a meta zero para crimes em certas localidades. Ele também pediu que os cidadãos formalizem queixas, especialmente sobre estelionato, para evitar a subnotificação.
A comandante do 38º BPM, Ten Cel PM Viviane Mendes dos Santos Pereira, tranquilizou os empresários. Ela assegurou que a polícia mantém o controle territorial frente ao tráfico de drogas em Três Rios. Os últimos seis meses mostraram uma queda constante em roubos e letalidade. Entre janeiro e maio de 2026, o batalhão atendeu 488 ocorrências, fez 306 prisões e apreendeu 25 armas de fogo e grandes quantidades de entorpecentes. Cerca de 80% das apreensões ocorrem em áreas críticas mapeadas, como os bairros Puris e Habitat, onde recentemente foram cumpridos 39 mandados de busca.
Qual o papel da mobilização comunitária?
A presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Três Rios, Ana Carolina Lazarini, defendeu a articulação comunitária e o ordenamento urbano. Para ela, sem segurança não há desenvolvimento económico nem industrial. O diálogo direto entre a comunidade, o setor produtivo e as forças de segurança fortalece a prevenção e abre espaço para um futuro mais próspero.
Por que a segurança é essencial para o empreendedorismo?
A segurança garante a proteção do património e das pessoas, reduzindo os custos indiretos da criminalidade. Quando o ambiente é seguro, os empresários investem com confiança, gerando emprego e renda.
Como o crime cibernético afeta a economia regional?
Os golpes virtuais e o estelionato representam uma nova frente de combate. Eles desviam recursos, prejudicam a confiança do consumidor e exigem que as empresas invistam em tecnologia e capacitação digital para se protegerem.
Quais os resultados da parceria entre polícia e empresários?
A integração permite um policiamento mais inteligente e focado nas reais necessidades do tecido produtivo. Em Três Rios, isso resultou na redução de roubos e no aumento expressivo de prisões e apreensões de armas nas áreas mapeadas.