Inovação e Defesa: O Futuro Dual das Startups em 2026
O ano de 2026 promete ser transformador para o ecossistema de inovação tecnológica, com as startups de inteligência artificial e tecnologias de uso dual emergindo como os grandes protagonistas dos investimentos. Esta tendência reflete uma nova realidade onde a tecnologia serve simultaneamente propósitos civis e de defesa, abrindo oportunidades sem precedentes para jovens empreendedores.
A Nova Geração de Startups Dual Use
Estamos a testemunhar o surgimento de uma geração inovadora de startups que desenvolvem soluções tecnológicas com aplicação tanto no sector da defesa como em contextos civis. Esta abordagem dual está a captar crescente atenção dos investidores, segundo especialistas do sector.
"A área da segurança e da defesa representa uma oportunidade relevante, especialmente considerando as competências científicas e tecnológicas em domínios como robótica, inteligência artificial e comunicações seguras", explica uma das principais vozes do venture capital português.
IA: Mais Que Uma Tendência, Uma Revolução
A inteligência artificial deixará de ser um sector isolado para se tornar uma tecnologia embebida em todas as empresas. Esta transformação criará novas necessidades urgentes que as startups poderão resolver, desde cibersegurança avançada até autenticação em sistemas onde agentes de IA tomam decisões autónomas.
Os investimentos continuarão focados em aplicações e infraestruturas de IA, robótica, tecnologias espaciais e biotecnologia ligada à longevidade. Esta diversificação mostra como a inovação está a expandir-se para sectores tradicionalmente menos explorados.
Liquidez e Oportunidades de Investimento
Após um ano de forte liquidez, com 473 milhões de euros injectados nas startups até dezembro de 2025, o mercado mantém-se optimista. Os fundos de venture capital e private equity continuam a demonstrar interesse em empresas portuguesas do sector da defesa e tecnologia.
"Existem ainda muitos fundos no mercado que poderão gerar oportunidades de investimento nos próximos anos", garantem os especialistas, mesmo com o fim do SIFIDE indireto.
O Futuro Fundo de Fundos
Uma das grandes expectativas para 2026 é o lançamento do aguardado Fundo de Fundos pelo Banco Português do Fomento. Este mecanismo poderá ser transformador para o ecossistema, compensando a falta de investidores institucionais e impulsionando ainda mais a inovação.
"Portugal tem potencial para se posicionar competitivamente neste novo ciclo tecnológico", concluem os analistas, sublinhando como a combinação de talento jovem, inovação tecnológica e apoio institucional pode criar um ambiente próspero para o empreendedorismo de alta tecnologia.
Esta convergência entre inovação civil e aplicações de defesa representa não apenas uma oportunidade de negócio, mas uma forma de as startups contribuírem para a segurança e competitividade nacional, enquanto desenvolvem soluções que beneficiam toda a sociedade.