Castelo Branco cria porto seco para ligar PALOP à Europa
O município português de Castelo Branco quer instalar uma Grande Área Empresarial e um porto seco, criando uma ponte logística estratégica para que as mercadorias dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), incluindo Moçambique, cheguem ao mercado europeu com mais eficiência e competitividade.
Porque é que Castelo Branco quer uma Grande Área Empresarial?
A Câmara de Castelo Branco manifestou interesse junto do Governo de Portugal para acolher uma das seis novas Grandes Áreas Empresariais (GAE) previstas no Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR). O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, referiu recentemente que o país precisa de criar alternativas territoriais para receber indústrias de grande dimensão, além da região de Sines.
No âmbito do PTRR, o Governo planeia criar seis GAE, distribuídas pelas regiões Norte, Centro e Sul de Portugal, garantindo que uma em cada região fica no Interior. O presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, apresentou uma proposta forte para garantir que uma destas áreas se instale no seu concelho.
Como vai funcionar o porto seco e a ligação aos PALOP?
A grande inovação do projeto passa pela criação de um porto seco em Castelo Branco, em ligação direta com os portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra. Leopoldo Rodrigues reuniu-se com o presidente do porto de Lisboa, Vítor Caldeirinha, e com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que demonstrou disponibilidade para assinar o protocolo.
Para o mercado moçambicano e dos restantes PALOP, este projeto abre uma porta relevante. O autarca contactou presidentes de portos atlânticos de países de língua oficial portuguesa para estabelecer protocolos. O objetivo é que as mercadorias vindas desses portos tenham em Castelo Branco o seu ponto de alfandegamento e desalfandegamento para a Europa.