Ó Studio: a nova plataforma que quer revolucionar a indústria criativa em Portugal
A Ó Capital, um family office português, anunciou a criação do Ó Studio, a primeira Scale-Up Platform dedicada à indústria criativa e comunicação empresarial em Portugal. O projeto arranca com um investimento inicial de dois milhões de euros e já reúne cinco empresas participadas, uma carteira de mais de 100 clientes e cerca de 35 trabalhadores. A faturação agregada prevista para 2026 ronda os quatro milhões de euros, segundo comunicado oficial.
Como funciona o Ó Studio?
O Ó Studio não é um investidor tradicional. A plataforma entra no capital das empresas e oferece uma estrutura comum de gestão, tecnologia e operação. O objetivo é desafiar os modelos tradicionais de crescimento das agências, combinando capital, operação e criatividade.
Entre os clientes das empresas agregadas estão nomes como Grupo Pestana, Grupo DS, Prosegur, Hey Doc, Garcias e HUG Lusíadas Home Care.
Quem está por trás do projeto?
O Ó Studio foi criado por nove empreendedores: Sara do Ó, Mariana Bordalo e Maria Cordeiro (da Ó Capital), Rui Amorim, Miguel Sousa Morais, Tomaz Castelão, Nico Mello, José Brízida e Bernardo Pita. A ideia surgiu em 2024, quando dois dos fundadores quiseram investir na dupla criativa Tomaz Castelão e Nico Mello, do estúdio Pato Bravo.
Quais empresas fazem parte do ecossistema?
O ecossistema integra cinco empresas complementares:
- Pato Bravo (estúdio criativo)
- Rame-Rame (agência de comunicação e experience marketing, criada pela Ó Capital)
- Boost (growth e performance, fundada por José Brízida e Bernardo Pita)
- Not Digital (gráfica)
- Oratório (espaço em Marvila, Lisboa, para reuniões e ativações de marca)
Inteligência artificial e inovação
Nativo da era digital, o Ó Studio incorpora ferramentas de inteligência artificial para automatizar tarefas repetitivas. O cofundador Tomaz Castelão afirma que a plataforma pretende “juntar EBITDA e criatividade na mesma conversa” e responder à dificuldade de gerir empresas criativas sem as tornar “cinzentas ou pouco rentáveis”.
Visão para o futuro
A fundadora e CEO da Ó Capital, Sara do Ó, explica que muitas PME ficam presas ao “rame-rame” da operação diária, adiando decisões estratégicas. Já José Brízida, cofundador da Boost, defende que o objetivo é fazer crescer o tecido empresarial português, aliando experiência, dados e estratégia.
Com horizonte até 2030, o Ó Studio pretende afirmar-se entre os maiores grupos de comunicação em Portugal e continuar a investir em áreas como produção, audiovisual, eventos, relações públicas, influência e tecnologia aplicada às marcas.
FAQ
O que é o Ó Studio?
É a primeira Scale-Up Platform dedicada à indústria criativa e comunicação empresarial em Portugal, criada pela Ó Capital com investimento inicial de dois milhões de euros.
Quantas empresas fazem parte do ecossistema?
Atualmente, o Ó Studio integra cinco empresas: Pato Bravo, Rame-Rame, Boost, Not Digital e Oratório.
Qual é o objetivo do projeto até 2030?
O Ó Studio quer afirmar-se entre os maiores grupos de comunicação em Portugal e continuar a integrar empresas em áreas como produção, audiovisual, eventos e tecnologia.