Maria João Bastos: “Imitava a minha mãe. A minha referência”
A atriz Maria João Bastos, conhecida do público pela icónica Liliane Marise de “Destinos Cruzados”, é a convidada da rubrica “Quando Era Pequenino”, do Fama ao Minuto. Em entrevista, a atriz portuguesa partilha memórias de infância, o novo filme “Santo António – O Casamenteiro de Lisboa” e a importância da família na sua vida.
O novo desafio no cinema: “Santo António – O Casamenteiro de Lisboa”
Maria João Bastos está a promover o seu mais recente filme, “Santo António – O Casamenteiro de Lisboa”, que estreou a 10 de setembro. Na comédia romântica, a atriz dá vida a Beatriz, uma mulher bem-sucedida que vive em Madrid e que, ao visitar a mãe em Lisboa, é surpreendida com um casamento nas nuvens de Santo António, planeado pelo namorado Jaime, interpretado pelo ator espanhol Paco León.
“Este filme trouxe-nos a oportunidade de nos conhecermos e foi incrível, para mim, conhecer o Paco como pessoa, mas sobretudo trabalhar com ele também, porque é um ator extraordinário”, destacou a atriz. “Criamos uma ligação muito bonita e ele tem muita experiência em comédia, portanto também me ajudou muito.”
Na trama, Beatriz não fica nada contente com a surpresa, mas por amor acaba por aceitar. “É bonito ver essa transformação na personagem. Ela chega depois da sua vida bem sucedida em Madrid e renegar um pouco as origens dela – e aquela irmã e a mãe com quem ela teve uma relação conturbada e da qual fugiu para Madrid”, explicou Maria João Bastos, salientando que o filme fala de “amor genuíno” e de como “a família está unida na alegria, na dor, na doença”.
Questionada sobre se aceitaria uma situação semelhante na vida real, a atriz respondeu com bom humor: “Espero que a minha família nunca me faça uma coisa dessas. Tenho uma ligação muito próxima com a minha família. Acho que a minha família me conhece muito bem para não me fazer uma coisa dessas.”
Recordações de infância: a mãe como heroína
Na rubrica “Quando Era Pequenino”, Maria João Bastos partilhou memórias marcantes. O prato favorito era o bacalhau com natas, preparado pela mãe, que “cozinha muito bem”. “Não gostava de peixe, legumes e hoje em dia adoro”, confessou.
A pessoa que mais admirava, e que continua a admirar, é a mãe. “É a minha referência, a minha paixão, o meu amor, a minha heroína. Eu imitava a minha mãe. Queria ter as unhas iguais às dela, quando ela fumava eu imitava-a, o cabelo, as roupas, tudo”, recordou.
As melhores férias eram em família, na caravana. “Ficávamos no meio da praia, era uma liberdade. Toda a experiência... Adorava”, contou.
O dia mais marcante: o primeiro teatro aos 12 anos
Se pudesse voltar a um dia da infância, Maria João Bastos escolheria a primeira vez que fez teatro, aos 12 anos, com os pais na plateia. “Tenho uma imagem muito forte da minha mãe a pentear-me e a maquilhar-me para a peça, e o meu pai na plateia super emocionado. Foi a realização de um sonho e o sentir o apoio deles”, revelou.
E se voltasse à adolescência? “Nunca tocava às campainhas. Quem é que nunca fez isso? E depois fugia. Fazia isso à noite, as pessoas a dormir e eu com os meus amigos a tocar às campainhas e depois fugia”, disse, entre risos.
Com uma carreira sólida e uma ligação profunda à família, Maria João Bastos mostra que, mesmo no mundo do espetáculo, as raízes e as memórias de infância continuam a ser uma fonte de inspiração.