Brasil reestrutura banco e inova na saúde pública
O Distrito Federal no Brasil está prestes a formalizar um empréstimo de 6,6 bilhões de reais para reestruturar o Banco de Brasília (BRB) após uma fraude bilionária, enquanto avança com inovações na saúde pública que democratizam o acesso a tecnologias contraceptivas e exames de imagem.
Como o Brasil vai salvar o Banco de Brasília?
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou que o contrato de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deve ser assinado num prazo de 5 a 15 dias. A operação avançou depois que o Banco do Brasil exigiu a aprovação do Legislativo local. O Projeto de Lei 2.363/2026 foi aprovado pela Câmara Legislativa, referendando um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os recursos recuperados através de delações premiadas, incluindo as tratativas com o ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, serão usados integralmente para amortizar a dívida assumida pelo governo local. O presidente do BRB, Nelson de Souza, destacou que esta validação afasta riscos de descontinuidade e devolve a estabilidade institucional, essencial para atrair novos clientes e recuperar a confiança no mercado.
Qual a inovação na saúde pública brasileira?
Na mesma agenda, Celina Leão recebeu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para o Mutirão de Saúde da Mulher na Cidade Estrutural. O evento marcou a entrega de 15,1 milhões de reais anuais em custeio permanente para habilitar 59 novos leitos de UTI adultos e pediátricos, além de apoiar Unidades de Pronto Atendimento e o Samu. Do montante total, 7,5 milhões de reais serão repassados ainda em 2026, com a integralidade da verba passando a vigorar a partir de 2027.
Um dos grandes destaques foi a disponibilização do implante contraceptivo subdérmico, conhecido como Implanon. Foram feitas 200 inserções e o governo federal doou mais 12.500 unidades ao território. Padilha destacou que o mutirão combate a gravidez na adolescência ao oferecer pelo Sistema Único de Saúde uma tecnologia que antes custava até 5 mil reais em clínicas privadas.
A governadora pediu a extensão do atendimento devido à alta procura.