Jovens inovam na ópera: Escola da USP estreia Dido e Enéas
A ópera é, por excelência, uma arte interdisciplinar. Ela une música, teatro, literatura, artes visuais, figurino, iluminação, cenografia e produção cultural num só projeto. A afirmação é do professor Alexandre Ficarelli, chefe do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Ele comenta o trabalho da Escola de Ópera, núcleo da ECA dedicado ao estudo, prática e produção operística.
A primeira montagem deste núcleo é a ópera barroca Dido e Enéas, do compositor inglês Henry Purcell (1659-1695). O espetáculo acontece nos dias 15 e 16 de junho, na Central Técnica de Produções Artísticas Chico Giacchieri, no Canindé, em São Paulo. Os ingressos para as duas sessões já estão esgotados. A montagem também faz parte das comemorações pelos 60 anos da ECA, completados no dia 15.
Laboratório de inovação e economia criativa
Inaugurada em dezembro de 2025, a Escola de Ópera funciona como um verdadeiro laboratório de inovação e experimentação. O projeto foi desenhado para unir os departamentos da ECA de forma multidisciplinar, preparando os jovens para os desafios do mercado.
Nosso objetivo é estabelecer um laboratório de formação e experimentação onde estudantes de diferentes áreas possam colaborar e compreender como os seus saberes dialogam na construção de uma obra coletiva, explica Ficarelli, idealizador da Escola de Ópera.
No núcleo atuam 55 bolsistas, estudantes de todos os departamentos da ECA e da Escola de Arte Dramática (EAD). Esta instituição oferece o Curso Técnico de Formação de Atores e está ligada à ECA. Orientados por professores, os jovens assumem a responsabilidade sobre todas as áreas que compõem o fazer operístico. É a economia criativa na prática, com a gestão e execução nas mãos da nova geração.
Colaboração como motor de futuro
A colaboração vai além das fronteiras dos departamentos. A Escola de Ópera conta com a participação da Orquestra de Câmara (Ocam) da ECA. Para Ficarelli, essa convergência de diferentes áreas do conhecimento na Universidade promove o diálogo interdisciplinar e a produção de novos saberes, essenciais para um mercado de trabalho cada vez mais integrado.
Pedro Matos, estudante do Departamento de Artes Cênicas e diretor cênico da ópera, recorre ao conceito de