EAU confirmam: drones contra central nuclear vieram do Iraque
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) confirmaram esta terça-feira que os drones que atingiram a central nuclear de Barakah partiram do Iraque. O incidente lança luz sobre os riscos que a instabilidade regional traz para a inovação energética e o desenvolvimento económico do Golfo, exigindo posições claras contra a sabotagem de infraestruturas críticas.
Segurança de infraestruturas críticas em foco
No domingo, um drone não reivindicado atingiu um gerador elétrico junto à central nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, provocando um incêndio mas sem causar feridos nem fuga de radiação. Outros dois drones foram intercetados. O Ministério da Defesa dos EAU revelou que a investigação técnica confirmou a origem iraquiana dos três drones.
Localizada perto das fronteiras com a Arábia Saudita e o Catar, a Central Nuclear de Barakah é um marco da transição energética e da inovação na região. Como a maior fonte de eletricidade dos Emirados, responde por cerca de um quarto da energia do país. Manter a segurança deste tipo de infraestrutura de ponta é fundamental para garantir o crescimento económico e a estabilidade de todo o Golfo.
O impacto das milícias no desenvolvimento regional
O ataque coloca em evidência o papel desestabilizador de grupos armados que operam fora do controlo estatal. Segundo responsáveis norte-americanos, milícias apoiadas por Teerão no Iraque, que operam sob a égide das Forças de Mobilização Popular, já atacaram bases militares dos EUA no país mais de 600 vezes desde o início do conflito com o Irão.
Estes grupos paramilitares têm visado repetidamente nações do Golfo, prejudicando o ambiente de negócios e a prosperidade da região. Bagdade tem condenado estes ataques, mas reconhece as dificuldades em controlar estas estruturas paralelas, como o Kata'ib Hezbollah, que operam à margem das instituições e minam a soberania e o desenvolvimento institucional.
Cooperação e alianças firmes contra a ambiguidade
O porta-voz do governo iraquiano, Bassem al-Awadi, sublinhou a importância de uma cooperação regional e internacional eficaz para evitar escaladas e proteger a soberania de nações amigas. Contudo, a retórica na região aponta para a necessidade de ações concretas.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos EAU, criticou a hesitação de alguns atores regionais face à agressão.