Caso Mango: Herdeiro suspeito de homicídio por obsessão pelo dinheiro
O mundo empresarial acompanha com atenção as reviravoltas na morte de Isak Andic, o bilionário fundador da Mango. O que parecia um trágico acidente durante uma caminhada em 2024, na Catalunha, ganhou contornos de um possível crime. Jonathan Andic, de 45 anos, seu filho e vice-presidente do conselho de administração da marca, é agora o principal suspeito do homicídio.
Um juiz em Espanha avançou esta semana com a abertura de um processo formal, citando a obsessão do herdeiro pelo dinheiro como um possível motivo económico para a morte do pai. A investigação revelou provas que levantam sérias dúvidas sobre a versão inicial do acidente.
As provas que mudaram o rumo da investigação
As contradições nos depoimentos de Jonathan Andic chamaram a atenção das autoridades. Inicialmente, ele afirmou que não viu o pai cair porque caminhava à frente, enquanto Isak tirava fotografias com o telemóvel. No entanto, a análise forense concluiu que o telemóvel do bilionário estava no bolso quando ele caiu de uma altura de quase 150 metros.
Além disso, Jonathan disse ter percorrido a rota apenas uma vez antes, mas os dados de GPS indicam que ele esteve na mesma montanha três vezes na semana que antecedeu a tragédia. Uma marca de arranhão perto do local da queda também foi considerada pela forense como feita deliberadamente, exercendo pressão contra o chão, segundo o jornal El País.
Relação tensa e herança antecipada
Mensagens de WhatsApp partilhadas em tribunal revelaram uma relação familiar conturbada. De acordo com o Financial Times, Jonathan teria uma obsessão pelo dinheiro, chegando a pedir ao pai uma parte da herança antecipadamente. Isak Andic, cujo património era estimado em 4 mil milhões de dólares, teria cedido apenas para manter o contacto com o filho.
Após pagar uma fiança de 1 milhão de euros, Jonathan Andic foi libertado. A família declarou à Reuters não existirem provas legítimas contra ele. Enquanto co-proprietário da holding que controla a Mango, o futuro do império da moda rápida e a sua governança corporativa estão agora sob o escrutínio do mercado e da justiça.