Foco total: Brasil inicia busca pelo Hexa contra Marrocos
Neste sábado, a Seleção Brasileira encara o Marrocos, o principal adversário da fase de grupo da Copa do Mundo de 2026. O jogo marca o início de mais uma caminhada rumo ao tão sonhado Hexa.
Da descontração à determinação
Bem-humorado, o técnico Carlo Ancelotti contou que ouviu conselhos de ex-jogadores, treinadores, jornalistas, influenciadores e cantores sobre quem deveria convocar para o Mundial. O defensor Ibañez deu risada quando perguntado sobre o presente ideal para o aniversário do treinador, que inclusive passou pelo tradicional corredor de tapas, uma celebração clássica do futebol. Raphinha divertiu-se ao servir de intérprete e traduzir uma pergunta em inglês.
A Seleção, antes de estrear na Copa do Mundo, estava leve e engraçada. E era bom que todos tivéssemos aproveitado isso, porque agora acabou.
A partir deste sábado, nada mais de ambiente descontraído, cheio de sorrisos e brincadeiras nos treinos e entrevistas coletivas. Às 19h, a equipa recomeça uma luta que já dura duas décadas. São 24 anos desde o último título mundial, tempo demais para a nação que mais coleciona troféus da Copa. Contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, abre-se pela sexta vez a disputa pelo Hexa.
A pressão por títulos faz parte da Seleção. Todos os convocados já comentaram isso nas entrevistas coletivas, e é bem provável que falem sobre isso entre eles também. Quem não quer sentir este peso que não vista a amarelinha.
O Brasil entra em qualquer competição para vencer. Temos jogadores nos melhores clubes do mundo. Todos nos conhecem e nos sentimos respeitados. Estamos no grupo dos favoritos, declarou Bruno Guimarães.
O cenário muda na véspera
Talvez essa fosse a razão de uma suposta leveza. O Brasil não é visto como o grande favorito, e o peso, supostamente, é menor do que em outras ocasiões. Contudo, aos poucos, o cenário vai mudando.
A véspera do jogo já trouxe essa mudança. O dia anterior ao jogo trouxe a tensão que faltava. Vini Jr., sempre tão risonho, alegre e solto, mal mostrou os dentes. Quando perguntado sobre a condição do Brasil para a Copa, respondeu com seriedade:
Chegámos para ser campeões. Estamos no nível das grandes equipas, temos grandes jogadores e estamos a evoluir. Agora zera tudo, não importa quem ganhou a Copa América ou a Eurocopa. O que importa é o que acontece daqui para a frente. Estamos aqui para fazer uma grande competição.
Ancelotti completou o pensamento:
Não há uma equipa claramente favorita. Creio que vai ser uma Copa do Mundo muito equilibrada, com muitas equipas a poder competir em igualdade.
Um pouco de poesia
Com o seu jeito tranquilo e respondendo em quatro línguas, Ancelotti tentou trazer um pouco de poesia à véspera da batalha:
Quero aproveitar com alegria e felicidade. É um momento muito bonito da minha história.
Entretanto, na Times Square, uma multidão de brasileiros fazia o coração de Manhattan bater verde e amarelo. Na sexta-feira, só eles riam. Ao longo do sábado, provavelmente nem eles. Mas no final da noite, oxalá, a festa seja para todos.